VIDA E POESIA

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quinta-feira, 21 de junho de 2007

coração desritmado

Você é aquela que foi queimada nas fogueiras da inquisição,
Aquela que se vestiu de homem pra poder pegar em armas,
A feiticeira, cheia de segredos, destruindo os karmas,
Envenenando amores mortos, criando poções de paixão.

Você é aquela que fugiu para as montanhas
Negando teu corpo aos que tentaram te comprar,
É Iansã, Ossanha, pombagira a gargalhar,
Parindo versos fortes, saídos das próprias entranhas.

É a que faz da tristeza, luz e prazer,
Coração desritmado, ainda insistindo em bater,
A sereia que traz música aos meus ouvidos,

Hipnotizando a todo e qualquer ser
Mesmo que esteja a padecer
Com seus olhares cruéis e destemidos.

Cancioneiro sem rumo

Cancioneiro sem rumo ou estrada,
Sem AMORES, sem moradia,
Perdendo noites, açoitando o dia,
Peregrinando nesta íngreme jornada.

Sozinho acostumo-me com o céu como morada
Velho sem nenhuma esperança, na vida vazia,
Cicatrizes escondem o que de doce havia
Um jovem belo de ilusões precipitadas

A espera angustiante pelo tenebroso fim,
E então só restarão longos cabelos e marfim
E minha alma a percorrer os vales da escuridão

Por ter dito não ao amor quando diria sim,
Quando não permiti nenhuma oração pensando em mim,
Transformando em treva, tudo que era paixão.

Nossas bocas juntas

Queria ainda encontra-te,
Como um cego procuro-te em vão,
Nosso amor perdido no infinito
E o infinito inteiro nos afasta.

Corro enfurecido em noites de lua,
Procuro-te nas marés de incertezas
Toco no fogo, durmo entre espinhos,
Afogo-me nos versos que um dia fiz pra ti.

Amor,
Corra teus caminhos
Passeie nas estradas,
Descubra-te nas perguntas sem respostas,
Mergulhe contra meu desejo
E me mostre que és forte como uma rocha;

Então eu irei calmamente
Aos poucos TE LAPIDANDO
Como se eu fosse a água da chuva,

Te fazendo lembrar da forma perfeita
que os nossos lábios se encaixam.

Madrugadas

Orgasmos entre uma lua grávida e o sol,
Enchem de estrelas o céu pós crepúsculo,

O mar então se revolta, as cores se misturam,
E desse amor nasce suave a aurora.

Louco, tudo observo em silêncio,
E as cinzas que caem do meu último cigarro
me fazem perceber a luz.

enquanto dormes, penso sobre nós,

e vejo que a madrugada me faz lembrar de ti.

Linda,
Forte,
Fértil
E só.

Tomo o derradeiro gole de um vinho, não muito bom,
E vou........